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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Conferência de B. F. Skinner para Psiquiatras e Psicólogos

Há algumas semanas, disponibilizaram no YouTube uma conferência que o Skinner fez para psiquiatras e psicólogos nos Estados Unidos legendando em português. No entanto, eu não consegui descobrir nada sobre o local ou a data onde essa conferência ocorreu (inclusive, se alguém souber essas informações eu agradeceria muito se pudesse me passar).

Abaixo estão os vídeos da conferência (que está dividida em seis partes), contudo, a legenda não é embutida. Você precisará ativá-la. É muito fácil: no canto inferior direito do vídeo estarão alguns símbolos, você precisará clicar no segundo da esquerda para a direita e pronto! Legenda ativada! Divirtam-se:









quinta-feira, 8 de março de 2012

O Behaviorismo de Watson


Resumidamente, o Behaviorismo nasce com John B. Watson nos Estados Unidos através do manifesto “A Psicologia como o Behaviorista a vê”, de 1913. Nele, Watson, que foi o aluno mais jovem a obter título de doutor na University Of Chicago, apresenta claramente sua vontade de criar uma nova escola de pensamento e ir contra o que a Psicologia estava proporcionando na época: o entendimento do homem através de métodos mais mentalistas e pouco científicos, por assim dizer; como, por exemplo, a introspecção, que é considerada “a autoanálise da mente para inspecionar e relatar pensamentos ou sentimentos pessoais” (SCHULTZ & SCHULTZ, p. 85), mas ainda assim ela procurava um embasamento mais objetivo, nas ciências naturais.
Watson, porém, queria que a Psicologia entrasse de vez no campo das ciências naturais, desvencilhando-se daquela metodologia em que estava imersa e se estabelecendo finalmente como ciência. Para tanto, ele apresenta métodos diversificados, somente objetivos, passíveis de observação. Para ele, esses métodos incluíam a observação, o método de testes, de relato verbal e de reflexo condicionado¹, sendo o método de observação é a base para todos os outros métodos.
No entanto, nem tudo foi tão fácil assim, por exemplo, o método de testes já era utilizado pela Psicologia, contudo, Watson propunha que eles funcionassem como amostragens de comportamento e não como instrumento para apontar “qualidades mentais”.
O método de relato verbal também foi bastante criticado uma vez que Watson não dava crédito algum à introspecção, rebatendo as críticas dizendo que “Falar é fazer – ou seja, comportar-se. Falar abertamente ou para nós mesmos (pensar) é um comportamento tão objetivo quanto jogar beisebol” (Watson, 1930).
Já o método do reflexo condicionado foi adotado dois anos depois da publicação do manifesto behaviorista, em 1915. Método o qual Watson foi um grande responsável por disseminar.
Como qualquer tendência que promove novos padrões e metodologias na ciência é criticada, o behaviorismo de Watson não fugiu disso, sendo considerado pelos psicólogos da época uma visão muito radical, que até mesmo para os que defendiam a objetividade na Psicologia, negligenciava processos sensoriais e a percepção do indivíduo.



É óbvio que tal postagem só se faz válida para introduzir o Behaviorismo de forma muito sucinta, sem acrescentar muitos pormenores, os quais serão acrescidos no decorrer do tempo, em novas postagens. Perdoem-me os erros, se esses existirem (e provavelmente devem existir!) e me ajudem nos comentários a escrever cada vez melhor!





¹Reflexo condicionado é um termo cunhado por Ivan. P. Pavlov, antecedente ao Behaviorismo que, obviamente, teve grandes contribuições para o desenvolvimento dessa escola de pensamento. Autor para o qual dedicarei outra postagem, até mesmo para poder embasar-lhes melhor sobre a Psicologia de Watson e o Behaviorismo Radical de B. F. Skinner.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Introdução ao Blog

Eu me chamo Renan Miguel, sou paranaense, estudo Psicologia no Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e estou no terceiro ano do curso. A Psicologia, ao contrário do que muitos pensam, não é uma linha de pensamento unificada. Ela propõe várias abordagens teóricas para compreender o mundo e os sujeitos que o habitam enquanto seres humanos. Dentre todas estas abordagens, as quais não são poucas, me identifiquei com o Behaviorismo Radical, proposto por B. F. Skinner, sobre o qual falarei mais tarde, em outra postagem. Óbvio que também falarei das outras abordagens e seus respectivos teóricos: Psicanálise, Psicologia Analítica, Gestalt, Sócio-Histórica, Sistêmica, Cognitivo-Comportamental e outras que me forem pertinentes falar sobre. 
Também pretendo discutir temas atuais que possam, de alguma forma, serem passíveis de uma análise comportamental, abordando conceitos básicos, fundamentações teórico-filosóficas e críticas, obviamente embasados no Código de Ética proposto pelo Conselho Federal de Psicologia.
Discorrerei em alguns momentos sobre temas básicos e também polêmicos, que motivam controvérsias entre teóricos, e alguns tabus encontrados na Psicologia: comportamento, subjetividade, mente, alma, sonho, espiritualidade, sexualidade, consciência, entre outros, porém, sempre embasado na visão behaviorista radical; mas algo já vou lhe adiantar: não se engane quando te disserem que a psicologia é a ciência que estuda a mente ou a ciência que estuda a alma.Tais conceitos - mente e alma - não são compatíveis com um estudo científico, mesmo que nas origens da palavra "psicologia" você encontre que psiqué e logia, do grego, respectivamente signifiquem alma e estudo. 
O que muitos teóricos e o que eu também considero é que a Psicologia estuda o comportamento humano, o qual será tema central deste blog. 
Ao tempo que eu for fazendo postagens, você leitor, entenderá melhor minha posição e ponto de vista acerca do mundo e do homem e também das abordagens que propõem o estudo de tais elementos.
Espero que gostem!