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sábado, 10 de agosto de 2013

Breve resposta ao SUPOSTO "declínio" da Análise do Comportamento

Como, infelizmente, não foram todos que tiveram acesso à apresentação do meu trabalho no III Encontro Regional de Psicologia, deixo aqui as (poucas e mais óbvias) 5 razões que mostrei que evideciam que a Análise do Comportamento NÃO está em decadência como disse, em sua palestra, o Prof. Oswaldo H. Yamamoto, a quem tenho grande respeito, pelo simples reconhecimento de que Skinner é mal-compreendido e criticado erroneamente.

1) Alguns países que têm representantes e associações ligadas à ABAI (Association for Behavior Analysis International): Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Espanha, Índia, Suíça, Albânia, Itália, França, Austrália, Irlanda, Bermudas, China, UK, Israel, Japão, Jordânia, Coréia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Canadá, Polônia, México, Suécia, Taiwan, África do Sul, etc. (fonte: www.abainternational.org)

2) Alguns temas trabalhados por essas Associações e pela ABAI: Comportamento animal; Autismo; Robótica (evidenciando o papel da AC na ENGENHARIA e também no DESIGN); Sociedades Sustentáveis (evidenciando o papel da AC na ARQUITETURA E URBANISMO e também no DESIGN); Comportamento Militar; Coaching; Gerontologia; Medicina Comportamental; Crimes, Delinquência e AC Forense; Prática baseada em Evidência; Análise Experimental do Comportamento Humano; Gambling; Saúde, Esporte e Fitness; História da AC; Neurociências; AC Organizacional; Orientação a pais e famílias; Transtornos Alimentares pediátricos; etc. (fonte: www.abainternational.org)

3) O Brasil tem que perder esse MITO de que a Análise do Comportamento é EXCLUSIVA a psicólogos. Existem arquitetos, engenheiros, designers (como o Alessandro Vieira dos Reis, do blog Olhar Comportamental), biólogos (como o William Baum) e muitos outros "não-psicólogos" que são behavioristas radicais.

4) O Brasil é o primeiro país a fazer as famosas Jornadas de Análise do Comportamento (JACs), evidenciando a força e o interesse no avanço e disseminação dessa ciência no nosso país.

5) O anúncio feito da criação da Associação Brasileira de Análise do Comportamento (ACBr) e a própria Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental.

É ÓBVIO que existem muito mais razões pelas quais a AC e o Behaviorismo Radical estão cada vez mais fortes, entretanto, só sendo apontadas essas 5 razões para quem compra qualquer informação que é dita por alguém que tem títulos, já é um começo.


ps.: essas respostas foram "pesquisadas" com a internet 3G da tim, pois estava sem wireless. Então, realmente existem muito mais evidências de que nossa ciência não está em declínio como os psicólogos gostam de disseminar. As postagens anteriores, que são todas em função da criação da ACBr, mostram isso. Nós, no Brasil, somos a segunda maior comunidade de Analistas do Comportamento do PLANETA. Estamos atrás somente do berço: EUA.

domingo, 4 de agosto de 2013

O motivo pelo qual meu trabalho não foi aceito: um desabafo pessoal.

O meu trabalho intitulado "Algumas inferências teórico-filosóficas skinnerianas sobre Mecanismos de Defesa freudianos" não foi aprovado pela Comissão "científica" do III Encontro Regional de Psicologia que acontecerá no Centro Universitário Cesumar (UniCesumar), em Maringá (Paraná), dos dias 7 a 9 de agosto.
O motivo de ele não ter sido aprovado é que "as análises carecem de fundamentação científica". Eu achei isso estranho, pois apresentei um trabalho de mesmo tema (como vocês podem ver aqui) no I ESBAC e VII EPAC, em Curitiba, na Universidade Positivo. E nesse evento, meu trabalho foi avaliado pela Dra. Carolina Laurenti e APROVADO.
O que me deixa triste e revoltado é que a Comissão científica e meu curso se mostraram mais uma vez tendenciosos e pouco preocupados com o avanço da ciência que a Psicologia quer se tornar. Digo isso, pois a comissão (por isso científica entre aspas acima) é composta por 90% de professores psicanalíticos e não contém ao menos UM professor behaviorista (e a instituição tem analistas do comportamento de alto garbo lecionando).
Desde o primeiro ano da graduação ouço os rumores de como eventos e quaisquer novidades do meio comportamental são boicotados no meu curso. Já sofri perseguição em algumas disciplinas por ser declaradamente Behaviorista Radical. Skinneriano (isso não é uma "mania de perseguição". Muitas outras pessoas da minha sala perceberam a hostilidade dos professores em relação a mim).
Há muita coisa podre no meu curso (que eu não estou revelando aqui) e eu provavelmente vou encarar eventos muito aversivos por estar escrevendo isso aqui, caso alguém "da casa" de lá leia essa postagem. Mas chega de máscaras. Eu defendo a Análise do Comportamento, eu defendo a teoria skinneriana com todo meu coração, se me permitem o tato metafórico. O que é mais sério é que eu não sou palhaço e se me permitem me revelar: eu simplesmente detesto que subestimem minha inteligência.



Pela primeira vez pensei em mudar de instituição. Pedir transferência para a Universidade Estadual de Londrina seria uma ótima possibilidade. Entretanto, já estou no 4º ano e cursando a Pós-Graduação em Análise do Comportamento. Provavelmente me mudariam de ano e perderia o direito à pós. Não vale mais a pena.
Eu quero pedir desculpas aos eventuais leitores do blog porque essa postagem, acima de todas as outras, é inteiramente PESSOAL. Chega a ser um desabafo mesmo. Eu só consigo lamentar por uma instituição que tem uma estrutura física tão boa e invejada tenha um curso que se porte de maneira tão tendenciosa e contraproducente em relação aos saberes científicos (que não lhes interessam, obviamente). Enfim. São só mais quatro meses e os estágios do ano que vem. Vamos seguir firmes!

Uma das coisas mais lindas e valiosas que Skinner nos ensinou é a humildade. É uma pena que muitos profissionais (e até mesmo estudantes. E até mesmo estudantes behavioristas, o que me deixa mais triste...) não a tenham.

Minha luta pelo fortalecimento da Análise do Comportamento e da teoria skinneriana no Brasil não termina aqui. Seguirei os passos dos grandes. E espero um dia ter apenas metade do tamanho deles (se me permitem outros tatos metafóricos!). Lutarei com todas as minhas forças pelo que eu acredito e amo: a ciência do comportamento.